Alfabetização e letramento: dois lados da mesma moeda!

O jogo “Cara ou Coroa” consiste em se atirar uma moeda para o alto e, após a queda, verificar qual lado ficou voltado para cima. É frequentemente utilizado para se escolher entre duas alternativas ou para se resolver uma disputa entre duas partes.

Essa ideia nos parece oportuna para ilustrar os movimentos do ensino da língua escrita ao longo do tempo: ora o foco foi colocado em um lado (alfabetização), ora em outro (letramento).

Embora ocupem lugares diferentes e tenham características específicas, letramento e alfabetização são tão indissociáveis quanto cara e coroa. Sem um de seus lados, a moeda deixa de ser moeda, o que equivale a dizer que o ensino da língua escrita deixa de ser ensino da língua escrita.

A compreensão da interdependência da alfabetização e do letramento, considerando as diferentes naturezas que caracterizam cada um desses processos, não é algo trivial nem simples de se colocar em prática.

Apresentamos o quadro abaixo para expressar o quanto letramento e alfabetização são complementares e inseparáveis no processo de aprendizagem da língua escrita.

Um lado da moeda
Compreendemos letramento como participação na cultura escrita. Trata-se de um processo que tem início no nascimento, com crianças que nascem em sociedades letradas, e prolonga-se por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita.

“Alfabetização e letramento são processos distintos, com bases cognitivas e linguísticas específicas, mas na aprendizagem inicial da língua escrita, eles devem ser contemporâneos: a criança se alfabetiza num contexto de letramento, e se letra ao mesmo tempo se alfabetizando.”

As práticas sociais da leitura como alicerce para a aprendizagem da língua escrita.

Os conceitos de letramento transformaram as práticas pedagógicas privilegiando, na sala de aula, o uso da língua oral e escrita em situações reais de comunicação. Isso, com certeza, colaborou para que se compreendesse para que a escrita serve. No entanto, quando se orienta a ação pedagógica para o letramento, não quer dizer que se deva descuidar do trabalho específico com o sistema de escrita. O fato de valorizar, em sala de aula, os usos sociais da língua escrita, não implica deixar de tratar sistematicamente da dimensão especificamente linguística do “código”. Desse modo, ao mesmo tempo em que a criança vai sendo alimentada com um rico universo de textos, desafios relativos à representação dos sons da fala em grafia vão sendo apresentados a ela.

Para se alfabetizar é preciso dominar as letras, ou seja, conhecer sua dimensão gráfica e sonora. Para isso concorrem três processos evolutivos de conhecimento que se desenvolvem ao mesmo tempo. Os professores precisam compreendê-los para planejar um ensino cada vez mais ajustado às necessidades das crianças.

A sistematização e a compreensão de cada uma das etapas é de extrema importância para o trabalho de alfabetizadores, mas vale destacar aqui que todo esse processo de aprendizagem não é uniforme; ao contrário, trata-se de um percurso dinâmico em que é possível, por exemplo, que uma criança “pule” uma das etapas, ou que transite por mais de uma etapa ao mesmo tempo. Cabe ao educador, portanto, muita sensibilidade para apoiar cada aluno de acordo com suas especificidades e necessidades.
Referências:http://alfaletrar.org.br

Onde encontrar cursos e oficinas de Alfabetização e Letramento?
Na Faculdade CENSUPEG Santa Cruz do Sul.
Ministrante: Vanessa Freitas Nascimento
Dia: 09/12/2017
Hora: 8h às 17h
Carga Horária: 15h
Investimento: R$100,00
Com certificação de horas.

Endereço
Rua Venâncio Aires, 577 – sala 2
Centro – Santa Cruz do Sul – RS
Informações e Matrículas
Profª Márcia Gewehr
Consultora Educacional Censupeg
Celular WhatsApp (51)99844-5025