Educação e Redes Sociais: reflexões acerca do Facebook enquanto espaço de aprendizagem

A sociedade em rede e os novos desafios da educação
A tarefa de conceptualização sobre o tempo e espaço que vivenciamos não deixa de afigurar-se como uma tarefa árdua, não só porque estamos perante a existência de inúmeras e diversificadas perspectivas, como também devido ao fato de muito já se ter pensado, escrito e partilhado sobre a nossa contemporaneidade.
A “nova sociedade” informacional é uma “sociedade em rede”, tendo em conta que “as funções e os [atuais] processos dominantes […] organizam-se, cada vez mais, em torno de redes e isto representa o auge de uma tendência histórica. As redes constituem a nova morfologia das sociedades e a difusão da sua lógica modifica substancialmente as operações e os resultados dos processos de produção, experiência, poder e cultura. […] (CASTELLS, 2007).

Assim, o novo trabalhador terá de ser flexível, adaptável às mudanças de forma permanente (ao longo da vida) e autônomo mas envolvido, “requer[-se] uma reconversão total do sistema educativo, em todos os seus níveis e domínios. Isto refere-se, certamente, a novas formas de tecnologia e pedagogia, mas também aos conteúdos e organização do processo de aprendizagem.

Redes sociais: o Facebook em contexto educativo

As redes sociais não são um fenômeno recente, nem tão pouco surgiu com a web, sempre existiram na sociedade, motivadas pela necessidade que os indivíduos têm de partilhar entre si conhecimentos, informações ou preferências.
Sendo as redes sociais espaços coletivos e colaborativos de comunicação e de troca de informação, podem facilitar a criação e desenvolvimento de comunidades de prática ou de aprendizagem desde que exista uma intencionalidade educativa explícita.
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Estas comunidades virtuais têm-se afirmado como uma importante alternativa à aprendizagem e aos contextos organizacionais tradicionais e, ao serem suportadas pelas tecnologias, tornaram-se mais visíveis na atualidade. Representam ambientes intelectuais, culturais, sociais e psicológicos que facilitam e sustentam a aprendizagem, enquanto promovem a interação, a colaboração e o desenvolvimento de um sentimento de pertença dos seus membros.

Neste contexto, se aceitarmos que os ambientes virtuais são ferramentas inovadoras para a criação de comunidades de aprendizagem, é crucial reconhecer a necessidade de uma nova perspectiva na criação de contextos de aprendizagem. Assim, perceber como se pode ensinar e aprender, formal ou informalmente, em espaços abertos e de aprendizagem colaborativa, em redes sociais na internet(RSI), como o Facebook, é um dos grandes desafios que se colocam a todos os educadores.

Como sabemos, atualmente, as redes sociais são parte integrante da vida dos nossos estudantes e entre estas se destaca o Facebook que é uma das redes sociais mais utilizadas em todo o mundo como espaço de partilha, de interação e de discussão de ideias.
O Facebook agrega uma significativa quantidade de recursos, funcionalidades e aplicativos que permitem ações interativas na web, tendo-se tornado, hoje em dia, um espaço inovador no qual se criam e desenvolvem interações, sociabilidades e aprendizagens, estas colaborativas em rede, por meio do diálogo e da construção coletiva de saberes .

O Facebook foi criado em 2004 por Mark Zuckerberg, como rede privada universitária, sendo que no início só podiam criar perfis os alunos das universidades admitidas na rede. Em 2006, com a abertura da rede social a todos os internautas, o Facebook experimentou um período de expansão e, depois de algum tempo de maturação, o seu poder atrativo e catalisador veio a contribuir para que cada vez mais jovens adiram a esta rede social.
Tirando partido desta crescente popularidade junto dos jovens, os professores têm procurado explorar as potencialidades educativas desta rede. No entanto, tem-se revelado um desafio complexo, porque é necessário que os professores dominem os recursos e aplicativos e os utilizem de forma adequada, sem fazer da rede social apenas um repositório de informação digital estático. Não tendo sido criada com objetivos educativos o desafio é, pois, aproveitar esta tecnologia da Web 2.0 para construir novos ambientes de aprendizagem estimulantes. Para isso os professores precisam otimizar a rede, promovendo uma forma de aprender com objetivos bem delineados, metodologias e avaliações bem claras e coerentes com os princípios de uma aprendizagem que se deseja colaborativa e construtivista.

É inegável que o Facebook, na atualidade, se apresenta como um recurso de desenvolvimento profissional docente importante e como um cenário privilegiado para aprender a conviver virtualmente num processo interativo e comunicacional no ciberespaço.
Com efeito, com um perfil e com os recursos básicos disponíveis, é possível construir um espaço de aprendizagem estimulante.

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O mural do Facebook foi sendo aperfeiçoado, influenciado pelos microblogs e, hoje, pode servir como espaço de comunicação e discussão onde se podem alocar uma plêiade de textos, vídeos, imagens ou comentários. Para além do mural dispomos ainda de outros recursos que podem ter aplicabilidade pedagógica como: os Grupos que são espaços online criados com um objetivo/interesse particular, e que podem ser úteis para estudantes e professores trabalharem de forma colaborativa; os Links que possibilitam a criação de ligações a páginas exteriores ao Facebook; os Eventos que podem ser utilizados para lembrar prazos, encontros, seminá- rios; as Mensagens que possibilitam o registo e envio de mensagens (sincronas e assíncronas) aos utilizadores e que servem como um importante canal de comunicação; as Páginas que permitem interações entre os seus membros, possibilitando a partilha de links; as Notas que possibilitam a colocação de pequenas anotações; e os Comentários que permitem ao utilizador dar a sua opinião sobre uma partilha, disponibilização de recursos, ou mesmo de uma opinião ou questão.

Para além destes recursos, esta rede permite, ainda, aos professores, a programação e a criação de aplicativos que ao serem integrados passam a fazer parte da rede social, de forma aberta e acessível, refletindo o espírito da Web 2.0. Entre eles destacamos:
Book Tag: permite criar listas de livros para a leitura num determinado grupo, permitindo ainda criar questionários e reflexões sob a forma de comentários sobre os livros.
Books iRead: permite partilhar livros (que ainda estamos a ler, livros lidos ou que gostaríamos de ler), adicionar tags e comentários de amigos.
Poll: permite a realização de sondagens diversas.
Quizze Creator: permite criar quizzes que poderão funcionar para inquéritos ou testes.
Flickr: permite copiar fotos do Flickr para o Facebook.
FotoFlexer: editor de imagens para o Facebook, através da importação de imagens do Picasa, Flickr e outros.

My Delicious: permite armazenar, organizar, catalogar e partilhar os endereços Web favoritos.
Slideshare e SlideQ: permite a ligação à conta do utilizador no Slideshare – ficheiros PowerPoint e pdf.
Picnik: permite a disponibilização e edição de imagens online.
RSS Feeds: permite concentrar num único espaço as atualizações e notícias de espaços online (blogues e portais).
Google Docs: permite o acesso ao Google Docs através do Facebook.
Favorite Pages: permite adicionar páginas favoritas do Facebook ao perfil.
Formspring.me: permite enviar e receber perguntas anônimas.
Files: permite armazenar e recuperar documentos no Facebook.
Calendar: permite organizar a atividade diária, colocar avisos e partilhar com os amigos.
Study Groups: permite, quando da realização de trabalhos de grupo, colocar em contacto todos os membros do grupo.
Flashcards: permite criar cartões em flash para estudar no Facebook.
To-Do List: permite criar listas de tarefas no Facebook, podendo estas ser partilhadas com outros.
Hoot-me: aplicação gratuita para estudantes para obtenção de ajuda que permite perceber quem está a trabalhar e dessa forma partilhar ideias/opiniões.
Udutu Teach– permite distribuir objetos de aprendizagem criados com a ferramenta Udutu.
Podclass– permite partilhar informações dos mais diversos tipos, sendo semelhante ao ambiente de aprendizagem Moodle.

O Facebook como recurso ou como ambiente virtual de aprendizagem possibilita que o professor reinterprete a forma de ensinar e de aprender num contexto mais interativo e participativo.
É interessante notar que alguns estudos que compararam o uso do Facebook com sistemas de gestão de aprendizagem, como o Moodle, o Blackboard ou o WebCT têm revelado que os estudantes preferem comunicar pelo Facebook .
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Recentemente têm surgido ainda mais estudos, em diferentes países, que têm procurado aprofundar a questão da validade da utilização do Facebook nos processos de ensino-aprendizagem. É exemplo disso o projeto Educare desenvolvido pela Universidade de Buenos Aires (UBA), em parceria com a Fundação Telefônica da Argentina, que teve como objetivo estudar as potencialidades pedagógicas desta rede social. Desta experiência resultou o livro El Proyecto Facebook y la posuniversidad: sistemas ooperativos sociales y entornos abiertos de aprendizage que apresenta relatos de experiências da utilização do Facebook promotoras de uma aprendizagem colaborativa.
Também em Portugal, Patrício e Gonçalves (2010) procuraram analisar o potencial educativo do Facebook e concluíram que a rede fomenta uma participação mais ativa dos estudantes na sua
própria aprendizagem, na partilha de informação e na geração de conhecimento.

As investigações de Menon (2012), Pellizzari (2012) e Alias e outros autores (2013) sublinham estes resultados com graus de envolvimento e participação muito elevados.
Por sua vez, Llorens e Capdeferr (2011) concluem que o Facebook tem um enorme potencial do ponto de vista da aprendizagem colaborativa, porque: favorece a cultura de comunidade que se fundamenta em valores à volta de um objetivo comum e que gera sentimentos de pertença e de aprendizagem social; permite abordagens inovadores de aprendizagem, possibilitando, por um lado, a construção do conhecimento e o desenvolvimento de competências, e por outro, a aprendizagem ao longo da vida e atualização profissional mediante a colaboração entre pares; e permite a apresentação de conteúdos com recursos integrantes da rede social, como vídeos, produtos multimédia, blogues.
Perante estes resultados, ficamos com poucas dúvidas relativamente às potencialidades educativas das redes sociais. Com efeito, estas redes que se desenvolvem no ciberespaço constituem um meio privilegiado para pensar, criar, comunicar e intervir sobre numerosas situações fomentando não só a aprendizagem formal, mas também a aprendizagem informal e não formal. A existência destes espaços não estruturados, afirma-se, pois, como uma oportunidade para a integração das diferentes aprendizagens, concebendo desta forma a educação como um todo. Esta perspectiva deve de futuro, inspirar e orientar as reformas educativas, tanto em nível da elaboração de programas como na definição de novas políticas pedagógicas.

Sendo o Facebook, por excelência um espaço de interação e comunicação, o professor pode aproveitar as muitas horas que os seus estudantes passam conectados, para utilizá-lo como um espaço de partilha de conteúdos multimédia, de vídeos, de músicas, de fragmentos de filmes ou de peças de teatro, relacionados com os temas lecionados. Para, além disso, pode, também, aproveitar esse tempo para promover discussões e debates sobre os assuntos tratados.
Contudo, é importante notar que a rede social Facebook não foi criada para ser utilizada como um ambiente virtual de aprendizagem, embora esta e outras redes estejam a ser utilizadas como tal.
E sendo assim, um dos desafios que se coloca ao professor é perceber como poderá utilizar pedagogicamente esta plataforma, porque é necessário, também, estar consciente de que a sua utilização pressupõe alguns riscos, e por isso há que estabelecer previamente regras e códigos de conduta, tal como em qualquer ambiente de aprendizagem, quer seja presencial, quer seja online.

Estamos, pois, perante tecnologias da Web 2.0 com um imenso potencial pedagógico e perante novos cenários educativos onde predominam espaços de aprendizagem colaborativos e interativos, onde existem autonomia e flexibilidade, assumindo-se o cibernauta como um sujeito ativo que vai construindo o seu próprio conhecimento em ambientes personalizados de aprendizagem.

Efetivamente, podemos afirmar que as redes sociais, nomeadamente o Facebook, permitem, atualmente, equacionar o processo pedagógico de forma diferente. No entanto, a mudança não deve ser vista só do ponto de vista tecnológico, mas, sobretudo em termos de mentalidade e de prática. Esta realidade implica uma alteração cultural, pois obriga a repensar os papéis dos professores e dos estudantes, e a relação existente entre eles, para além das implicações a nível da planificação de cursos e currículos, sistemas de avaliação, formas de ensinar e aprender, metas a atingir. Na verdade, o papel do professor está em mudança e aproxima-se, com o apoio digital, ainda mais, dum e-moderador, ou seja, de um orientador de aprendizagens.

Facebook e educação: publicar, curtir, compartilhar
Organizador(es): Porto, Cristiane; Santos, Edméa Oliveira dos

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Facebook e educação: publicar, curtir, compartilhar
(eISBN:9788578792831)
Organizador(es): Porto, Cristiane; Santos, Edméa Oliveira dos
Editora: EDUEPB
Idioma(s): Português
Ano: 2014
Sinopse: A obra apresenta elementos capazes de instigar a reflexão sobre a mídia social Facebook nos mais diversos contextos e situações, envolvendo os usos que as pessoas fazem dessa mídia; os temas que surgem e como esses se configuram enquanto objeto de estudo num ambiente de diálogo; os potenciais sociotécni­cos e educacionais da rede, enquanto espaços de subjetivação, sociabilidade e diferença; bem como os usos do Facebook no ensino superior e na formação continuada de professores.
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O TDAH para a comunidade escolar

A dificuldade em realizar uma avaliação diferencial entre o TDAH e a indisciplina escolar, além do ensaio terapêutico como instrumento de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

Os pais, ao procurarem o neurologista, buscam respostas para a causa do problema dos filhos. Eles saem do consultório com o diagnóstico e uma receita que, para aquele momento, pode parecer a solução para a não aprendizagem.
O laudo emitido pelo neurologista serve de justificativa para a dificuldade de aprendizagem e para os comportamentos impróprios. O diagnóstico acalma os pais, os professores e a escola, reduzindo a ansiedade deles e isentando-os de responsabilidades em relação às dificuldades ou aos comportamentos inadequados da criança.
Compreendemos que a avaliação diagnóstica deve envolver pais, professores e demais profissionais, em um trabalho interdisciplinar, buscando compreender o comportamento apresentado pela criança em meio ao seu contexto escolar e social, indo às raízes da queixa produzida.
Mesmo quando questionam sobre o diagnóstico, os pais e as mães não se posicionam junto aos médicos. Por outro lado, as respostas pautadas na esfera orgânica, ao mesmo tempo em que acalma pais e professores, causam insegurança, pelo fato de a Ritalina ser um medicamento controlado.
Anula-se, a autoridade pedagógica que deveria ser assumida pelo professor. A autoridade médica, mesmo sem orientar os pais e professores, ainda tem o poder de dizer que aquela criança tem um transtorno e, por isso, não está aprendendo como deveria.
Se, por um lado, os profissionais da Educação se veem destituídos de sua possibilidade de ação junto às crianças pela hegemonia do discurso das especialidades; por outro, ao assumir e validar os discursos médico-psicológicos, a pedagogia não deixa de fazer a manutenção dessa mesma prática, desresponsabilizando a escola e culpabilizando as crianças e suas famílias por seus fracassos.
Os discursos médico-psicológicos penetram no cotidiano da escola e, ao serem internalizados, passam a fazer parte dos discursos dos professores, dando voz às explicações organicistas e reducionistas do não aprender e, ao mesmo tempo, imobilizando o papel do educador como mediador entre o conhecimento científico e o aluno.
TDAH neuropsicopedaogia
Será que não está havendo uma inversão de papéis no interior da escola? Quem conhece, ou melhor, deveria conhecer o processo ensino aprendizagem é o professor; a ele é conferida a autoridade acadêmica e pedagógica para propor atividades que favoreçam o desenvolvimento da atenção de seus alunos, impedindo, muitas vezes, de encaminhá-los à área da saúde e, provavelmente, a um diagnóstico. Sua formação deveria prepará-lo para ensinar os alunos, reconhecendo suas particularidades, potencialidades e subjetividades, compreendendo-os como sujeitos capazes de aprender, apesar de suas dificuldades.

Esse caráter experimental atribuído à medicação, alterando o medicamento e seu uso de acordo com a variação dos sintomas em um período determinado é identificado como Ensaio Terapêutico, que se caracteriza por uma prática médica, comum e eficaz. A criança chega com a suspeita de TDAH e o médico prescreve o uso do medicamento; se a criança melhorar, a queixa é confirmada, se piorar, é descartada, suspende-se o medicamento e indica-se outro. Para a área médica, medicar é muito mais fácil que mobilizar a família e a escola em busca de informações que auxiliem no diagnóstico.
Mas, é necessário considerar que a resposta positiva ao uso de medicamentos estimulantes não confirmam o diagnóstico de TDAH na criança. Os estimulantes alteram o equilíbrio dos neurotransmissores na zona cerebral, porém essa resposta não deve ser entendida como um diagnóstico. Crianças ditas normais expressaram resultados positivos quanto ao desempenho cognitivo e comportamental, quando submetidas aos estimulantes, entretanto isto não justifica seu uso, sem a realização de um diagnóstico extenso e minucioso. São raras as pesquisas nas quais os pesquisados não apresentam outros quadros.
Os sintomas, quando acompanhados de outras manifestações, tornam ainda mais difícil o diagnóstico.
Ortega et al. (2010) identificaram em pesquisa a relação estabelecida entre a construção do diagnóstico e o medicamento. A correlação entre TDAH e a Ritalina esteve presente nos artigos científicos e nas informações divulgadas pela mídia, foco de sua pesquisa, quando defende que a hipótese do TDAH se dá no momento em que o indivíduo responde positivamente ao tratamento medicamentoso.
Assim, o uso indiscriminado do medicamento vem colaborando, de maneira decisiva, na produção de indivíduos hiperativos e desatentos.
A relação estabelecida entre a eficácia do tratamento e o diagnóstico está contribuindo com a ampliação do diagnóstico e do chamado efeito rebote. Ampliam-se as categorias sintomáticas, levando um número maior de pessoas a se identificarem como tendo o TDAH. Tal realidade produz a demanda pelo tratamento e, consequentemente, pela medicação, aumentando, também, o interesse da população pelo tema.

A continuar nesse caminho, uma parcela cada vez maior da população se enquadrará nas características nosológicas do TDAH descritas no DSM.

Diagnosticar sem compreender o contexto em que a queixa escolar foi produzida e descartar o trabalho multidisciplinar é, de acordo com Eidt , usar o ensaio terapêutico como instrumento de medicalização e tornar patológicas as dificuldades escolares, depositando no aluno a responsabilidade por seu fracasso escolar.
Por causa do grande número de crianças encaminhadas para a avaliação neurológica, muitos pais, mesmo com poucas condições financeiras, procuram os serviços particulares no afã de resolver o problema do filho. As buscas comumente são marcadas pela angústia de uma provável anormalidade e a pressa para que ela seja resolvida.

Nossa sociedade busca soluções rápidas aos comportamentos que anteriormente eram considerados normais, como o desalento, os problemas existenciais e o sofrimento. Predomina um modo de pensar que esses problemas podem ser eliminados com uma pílula quase mágica, seja ela um antidepressivo, um ansiolítico ou um estimulante. A solução para o desalento social e existencial da sociedade capitalista não pode se limitar à manipulação biológica dos sujeitos que a compõem, visto que:
[…] a natureza da sociedade em que vivemos afeta profundamente a nossa biologia e também o nosso comportamento. Numa sociedade mais saudável e socialmente mais justa, embora a dor, a doença e a morte não possam ser eliminadas, as nossas próprias biologias individuais serão, contudo, bem diferentes e mais saudáveis (LEWONTIN; ROSE; KAMIN,).

Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade: diagnóstico da prática pedagógica
Author:Bonadio, Rosana Aparecida Albuquerque; Mori, Nerli Nonato Ribeiro

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Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade: diagnóstico da prática pedagógica
(eISBN:9788576286578)
Autor(es): Bonadio, Rosana Aparecida Albuquerque; Mori, Nerli Nonato Ribeiro
Editora: EDUEM
Idioma(s): Português
Ano: 2013
Sinopse: Pesquisar sobre os problemas de atenção no contexto escolar lança-nos a um grande desafio: compreender como as crianças e adolescentes estão sendo diagnósticados com Transtorno de Déficit e Atenção e Hiperatividade – TDAH; conhecer os encaminhamentos e as intervenções realizadas por médicos, professores psicólogos, fonoaudiólogos e demais especialistas fora e intramuros da escola.

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Conhecendo a dislexia e a importância da equipe interdisciplinar no processo de diagnóstico

Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem caracterizada por problema na linguagem receptiva e expressiva, oral ou escrita. As dificuldades podem aparecer na leitura e na escrita, soletração e ortografia, fala e compreensão e em matemática. Problemas no processamento visual e auditivo podem aparecer, distinguindo os disléxicos como um grupo que apresenta dificuldade no processamento de linguagem. Isso significa que pessoas disléxicas têm dificuldade em traduzir a linguagem ouvida ou lida para o pensamento, ou o pensamento para a linguagem falada ou escrita. Dislexia não está associada a uma baixa de inteligência. Na verdade, há uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar. As alterações comportamentais e emocionais são consequências do problema, pois a dislexia não é uma doença e sim um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem.
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O diagnóstico nem sempre é realizado corretamente, devido à falta da equipe interdisciplinar, com esta incerteza estes não serão devidamente orientados. Observa-se a falta de informações dos profissionais das áreas de educação e saúde, a não identificação precoce e o devido encaminhamento, que implicam em frustração e evasão escolar. O correto diagnóstico de que a criança é portadora de dislexia provoca aflição tanto na família quanto na escola e nos profissionais de educação, devido às limitações existentes na colaboração familiar e às difíceis adequações escolares. Em relação à criança, observa-se um alívio por definir a causa das suas dificuldades, pois pelo menos ela não ficará exposta ao rótulo de preguiçosa, desatenta e bagunceira.

Classificação da Dislexia

As classificações da dislexia são:

Dislexia Disfonética ou Fonológica: caracterizada por uma dificuldade na leitura oral de palavras pouco familiares, que se encontra na conversão letra-som e é, normalmente, associada a uma disfunção do lóbulo temporal.

Dislexia Diseidética ou Superficial: caracterizada por uma dificuldade na leitura relacionada a um problema visual, cujo processo é deficiente. O leitor lê por um processo extremamente elaborado de análise e síntese fonética. Esse subtipo de dislexia está associado às disfunções do lóbulo occipital.

Dislexia Mista: caracterizada por leitores que apresentam problemas dos dois subtipos: disfonéticos e diseidéticos, os quais estão associados às disfunções dos lóbulos pré-frontal, frontal, occipital e temporal.

Manifestações Encontradas na Dislexia

Desordens no processamento fonológico da informação, decorrentes de disfunções neuro-psicológicas, estão presentes no distúrbio específico de leitura, ocasionando transtornos para execução de atividades intraneurosensoriais (atividades que exigem o uso de um processamento apenas visual ou auditivo, como em atividades de repetição de palavras e cópia), e/ou atividades interneurosensoriais (que exigem o uso de dois ou mais processamentos, como o auditivo-visual, auditivo-visual e tátil, como em atividades de leitura oral ou escrita sob ditado).

As primeiras manifestações das dificuldades encontradas em crianças com dislexia do desenvolvimento aparecem na decodificação fonografêmica, quando a criança precisa entender e utilizar a associação dos sinais gráficos com as sequências fonológicas das palavras no início da alfabetização.

As crianças com distúrbio específico de leitura apresentam dificuldades na habilidade narrativa, que são detectadas, primeiramente, pelos professores em situação de sala de aula, e se manifestam quanto à capacidade de desenvolver a temática textual, manter a coerência em suas narrativas e utilizar as ligações coesivas para estabelecer conexões entre as frases que, geralmente, influenciam a contagem, a recontagem e a compreensão de estórias.

Processamento Fonológico

Para chegar à descoberta do fonema o aprendiz necessita adquirir e desenvolver a consciência fonológica, uma competência metalinguística que possibilita o acesso consciente ao nível fonológico da fala e à manipulação cognitiva das representações neste nível, que é tanto necessária para a aprendizagem da leitura e da escrita como dela consequente.

Para ler eficazmente a criança precisa prestar atenção a todas as letras de uma palavra, a fim de conectá-las aos sons que ouve quando esta é pronunciada, e assim, decodificá-la.

A criança que começa a ler deve desenvolver a consciência fonológica para aprender o início alfabético, ou seja, a correspondência grafema-fonema. A aprendizagem das regras de correspondência grafema-fonema é considerada a habilidade básica para processar os sons das palavras.

O termo consciência fonológica envolve várias unidades linguísticas e se refere a diferentes níveis de processamento. Podemos segmentar as sentenças em palavras ( ex: O – menino – chutou – a – bola), palavras em ataque e rima (ex: pr – ato ou v – ela) ou em sílabas (ex: pra – to ou ga – to), sílabas em fonemas (ex: /v/ – /a/ – /z/ – /o/. Além disso, há também um contínuo de complexidade de processamento, dependendo da tarefa solicitada. São exemplos de tarefas que avaliam essas competências metalinguísticas: segmentação, exclusão e adição, substituição ou inversão de sílabas ou fonemas em uma determinada palavra.

Processamento Visual

A leitura envolve uma tarefa de processamento visual dinâmica que requer a análise e a integração de informações de padrões visuais, por meio de sequências de movimentos oculares sacádicos e de fixação, além de todas as informações que acontecem entre uma fixação e a outra seguinte.

Intervenção e Diagnóstico

A aquisição da leitura e escrita é um código e como tal resultante da interação complexa entre as capacidades biológicas inatas e a estimulação ambiental e evolui de acordo com a progressão do desenvolvimento neuropsicomotor. Deve-se entender que, para o correto desenvolvimento da leitura e da escrita, a criança deve ter um bom desenvolvimento da linguagem oral, pois ambos estão associados.

Observa-se que as crianças com dislexia apresentam alterações no processamento fonológico, falha nas habilidades semânticas, sintática e pragmática. Em relação ao diagnóstico encontrou-se na literatura que este não é dado por um único profissional, e sim por uma equipe interdisciplinar e, consequentemente, o tratamento. As crianças no início da alfabetização, quando começam a apresentar atraso na aquisição da leitura e da escrita, muitas são rotuladas como desatentas e preguiçosas, mas é preciso que a escola e a família saibam intervir adequadamente e precocemente para que isto não gere na criança frustração e abandono escolar.

Quando a dislexia é diagnóstica e tratada precocemente, os impactos emocionais e comportamentais são evitados e a criança consegue suprir suas dificuldades e prosseguir no processo de alfabetização.

No diagnóstico devem-se utilizar procedimentos que possibilitem determinar o nível funcional da leitura, seu potencial e capacidade, a extensão da deficiência, as deficiências específicas na capacidade de leitura, a disfunção neuropsicológica, os fatores associados e as estratégias de desenvolvimento e recuperação para a melhoria do processamento neuropsicológico e para a integração das capacidades perceptivo-linguísticas. O fonoaudiólogo deve conhecer as dificuldades apresentadas pela criança no processo diagnóstico, com o objetivo de orientar-se e aos professores para o tratamento adequado, visando ao desenvolvimento de estratégias que possibilitem a melhora no uso das habilidades e funções da linguagem e no desempenho dessa criança nas tarefas escolares que exigem leitura e escrita. A partir do reconhecimento do problema, o diagnóstico fonoaudiológico deve ser realizado basicamente pela análise da linguagem nos níveis fonológico, morfológico, sintático e semântico.

No tratamento fonoaudiológico é importante conhecer a criança, seus interesses, suas vivências, suas dificuldades, seus erros e acertos. É necessário adaptar métodos e técnicas à individualidade de cada caso, respeitando-se a personalidade do paciente e tratando-o como um todo, dentro do contexto social e familiar.

Uma intervenção bem sucedida depende de uma avaliação criteriosa e multidisciplinar ou interdisciplinar (neurologia, otorrinolaringologia, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia ou psicopedagogia clínica, neuropsicopedagógia ou neuropsicopedagógica clínica).

Considera-se de suma importância conhecer a dislexia, suas manifestações e o correto tratamento e intervenção, que são realizados pela equipe interdisciplinar, da qual faz parte o fonoaudiólogo, pelo seu conhecimento na área de linguagem oral, leitura/escrita. Existe a necessidade de mais pesquisas sobre o assunto e, principalmente, que os profissionais, tanto da educação quanto da área da saúde, entendam que o processo diagnóstico e intervenção é realizado por uma equipe interdisciplinar.

Para que a criança disléxica seja atendida precocemente e que os impactos emocionais e comportamentais sejam evitados é de competência de todos conhecer os distúrbios de leitura e da escrita, lembrando-se sempre que a criança em questão, no momento, é um ser único e como tal deverá ser tratada.

Considera-se de suma importância conhecer a dislexia, suas manifestações e o correto tratamento e intervenção, que são realizados pela equipe interdisciplinar, da qual faz parte o fonoaudiólogo, pelo seu conhecimento na área de linguagem oral, leitura/escrita. Existe a necessidade de mais pesquisas sobre o assunto e, principalmente, que os profissionais, tanto da educação quanto da área da saúde, entendam que o processo diagnóstico e intervenção é realizado por uma equipe interdisciplinar.

Para que a criança disléxica seja atendida precocemente e que os impactos emocionais e comportamentais sejam evitados é de competência de todos conhecer os distúrbios de leitura e da escrita, lembrando-se sempre que a criança em questão, no momento, é um ser único e como tal deverá ser tratada.

Artigo e pesquisa feita pela fonoaudióloga Sther Soares Lopes da Silva
Fonte:Scielo

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Estimulação do desenvolvimento de competências funcionais hemisféricas em escolares com dificuldades de atenção: uma perspectiva neuropsicopedagógica

Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento pleno das potencialidades de todas as crianças.
O cérebro passa por inúmeros processos de amadurecimento que repercutirão por toda a vida.
Sabe-se que o cérebro infantil, apresenta algumas peculiaridades em relação ao do adulto, dentre elas sua maior capacidade de regeneração e uma maior capacidade de adaptação. É como se o sistema nervoso infantil fosse uma pedra bruta que aceita qualquer tipo de lapidação. Quanto mais delicada for essa lapidação, melhor o desenvolvimento de suas capacidades. A esse processo de regeneração e desenvolvimento cerebral, dá-se o nome de plasticidade cerebral.
A plasticidade cerebral fundamenta e justifica a estimulação plena das crianças precocemente, visto que nessa idade a resposta é maior que nos outros períodos da vida.
Neuropsicopedagogia
Estimulação do desenvolvimento de competências funcionais hemisféricas em escolares com dificuldades de atenção: uma perspectiva neuropsicopedagógica
Fabrício Bruno Cardoso e Rosângela Rabello Carneiro
A criança, uma vez ingressada no ciclo inicial, terá um caminho contínuo de desequilíbrios, equilíbrios e desequilíbrios a percorrer. Desta forma, por meio de um acompanhamento neuropsicopedagógico sistematizado, intercalado pelas avaliações, procurou-se identificar, as dificuldades de diferentes naturezas, considerando-se como referência as dificuldades biofísicas, provavelmente consequentes a preferências de funcionamento hemisférico, em escolares com dificuldades de atenção.

Embora se considere um conjunto de fatores, como a motivação e auto-estima do aluno e o envolvimento dos pais, será a diversidade do ensino, ministrado pelo professor, que fará a diferença, considerando-se o estilo cognitivo dos alunos. O estado da mente suporta ambos os tipos de processamento, mental, sequencial/analítico (hemisfério esquerdo), como também espacial/conceitual (hemisfério direito). Em outras palavras, “aprendizagem do cérebro por inteiro”. Na maioria das pessoas, na região frontal, no lobo direito, ocorrem os comandos para lidar com as situações novas de aprendizagem; o hemisfério esquerdo trabalha com as situações cotidianas, embora haja um ciclo contínuo de informações que partem do hemisfério direito para o hemisfério esquerdo. Ao entrar na escola a criança já é um sujeito que efetivou inúmeras aquisições no que se refere ao conhecimento. O aluno é alguém que já apresenta um estilo cognitivo na aquisição destes conhecimentos, que resultam de suas experiências cotidianas. Na prática, as diversas abordagens do ensino defrontam-se com estilos cognitivos diversos utilizados pelos escolares, colocando a questão da (in)coerência entre diferentes abordagens e os seus efeitos na alfabetização; a cada ano do ciclo. Os escolares que adotam o processo simultâneo em detrimento do sequencial (hemisfério direito) podem apresentar dificuldades para segmentar as palavras em sílabas e decodificá-las, seguir sequências, orientações, encontrar sequências dos acontecimentos em um relato. Os escolares que adotam o processo sequencial sem utilizar o processo simultâneo (HE), podem apresentar dificuldades para reconhecer globalmente uma palavra, fazer ligações lógicas considerando o contexto, extrair a ideia principal de um texto e fazer um resumo. Estas dificuldades pontuam à falta de correspondência entre a abordagem utilizada pelo professor no ensino (sequencial ou simultâneo) e o modo pelo quais os escolares tratam as informações (estilo cognitivo de funcionamento cerebral: preferência hemisférica), podendo gerar dificuldade.

As reflexões sobre as diferenças de desempenho na alfabetização, à luz da preferência hemisférica, dos diversos enfoques dados à alfabetização, sugerem indagações sobre a interferência da abordagem predominante no ensino e a produção das diferenças dos desempenhos dos escolares.

Verificou-se que a utilização diferenciada de “estilo cognitivo” de escolares poderá levar a preferências pessoais, e provavelmente a necessidades diferenciadas no processo de alfabetização e, consequentemente, uma intervenção com abordagens diferenciadas, na busca de amenizar e/ou solucionar alguns problemas de aprendizagem. Pode-se dizer que, no caso específico deste estudo, a dificuldade de atenção (abordagem geral) queixa principal do professor, provavelmente é uma dificuldade, temporária, consequente da falta de correspondência entre a abordagem pedagógica, no processo de ensino no período de alfabetização, utilizada pelo professor (processo sequencial) e o modo pelo qual os alunos recebiam e tratavam as informações (estilo cognitivo). O grupo dos alunos com dificuldade de atenção, em que predominava o funcionamento do hemisfério esquerdo conseguiu ultrapassar as dificuldades iniciais, entretanto os hemisfério direito observou-se a continuação das dificuldades no processo de alfabetização, mesmo após a intervenção neuropsicopedagógica, necessitando provavelmente de maior tempo de estimulação com atividades voltadas para o desenvolvimento das funções atencionais do hemisfério esquerdo. Desta forma, em uma perspectiva neuropsicopedagógica (abordagem específica), pode-se dizer que a dificuldade de atenção dos escolares são desordens de natureza orgânica, neurológica, funcional, temporária, que interferem na recepção do estímulo caracterizando-se por uma discrepância entre o potencial funcional do aluno (preferência hemisférica) e a estratégia pedagógica do professor (sequencial ou simultâneo) para a alfabetização.

Considerando-se a questão da hemisfericidade, como fator relevante no processo de aprendizagem, propõe-se que programas educacionais com intervenções neuropsicopedagógicas sejam direcionados ao atendimento de todos os alunos, isto é, os alunos com predominância de funcionamento tanto para o hemisférico direito quanto esquerdo, independente da sua modalidade de aprender. E que outros estudos sejam realizados no campo da educação, pois se considera esta proposta de intervenção, precursora, necessitando de mais estudos correlacionando as preferências hemisféricas e os processos atencionais interferindo na aprendizagem, inclusive a preferência hemisférica da professora, isto é, sua modalidade de ensinar.

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Neuropsicopedagogia ou Psicopedagogia?

A Neuropsicopedagogia
Segundo a Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia – SBNPp, a Neuropsicopedagogia é uma ciência transdisciplinar, fundamentada nos conhecimentos da Neurociência aplicada à educação, com interfaces da Psicologia e Pedagogia que tem como objeto formal de estudo a relação entre cérebro e a aprendizagem humana numa perspectiva de reintegração pessoal, social e escolar.
Neuropsicopedagogia
Diferença entre Neuropsicopedagogia e Psicopedagogia

A PSICOPEDAGOGIA vem trabalhar com as dificuldades de aprendizagem e a diversidade de fatores que contribuem para tal, podendo estes ser de origem orgânica, cognitiva, emocional, social ou pedagógica.

A NEUROPSICOPEDAGOGIA, além de trabalhar os aspectos acima mencionados, tem como foco compreender o funcionamento do sistema nervoso, integrando suas diversas funções (movimento, sensação, emoção, pensamento etc), intervindo na melhora das dificuldades de aprendizagem como:
– Distúrbios de memória;
– Falta de atenção;
– Bloqueios de aprendizagem nas diversas matérias dos conteúdos escolares;
– Dificuldades em raciocínio lógico, matemática,leitura e escrita;
– Baixa estima ;
– Falta de motivação, entre outras.
Com a intervenção do trabalho Neuropsicopedagógico, o sujeito será beneficiado com excelente desempenho , alta capacidade de absorver conhecimentos, criatividade, autonomia em suas estratégias de aprendizagem se apropriando da utilização dos conceitos aprendidos em qualquer situação, além de obter um desejo constante em aprender.
Neuropsicopedagogos possuem um conhecimento melhor estruturado sobre a função cerebral, entendendo a forma como esse cérebro recebe, seleciona, transforma, memoriza, arquiva, processa e elabora todas as sensações captadas pelos diversos elementos sensores para, a partir desse entendimento, poder adaptar as metodologias e técnicas educacionais a todas as pessoas e principalmente, aquelas com características cognitivas e emocionais diferenciadas.
Campo de atuação
Neuropsicopedagogia

Neuropsicopedagogia Clínica
O Neuropsicopedagogo Clínico atua em equipe multiprofissional em consultórios, clínicas, posto de saúde, terceiro setor, etc., fazendo avaliação e intervenção em crianças e adolescentes com dificuldades escolares.
Na avaliação neuropsicopedagógica, o Neuropsicopedagogo clínico, além de aplicar testes e escalas padronizadas para a população brasileira, utiliza a observação clínica, lúdica, e do material escolar para a elaboração da hipótese diagnóstica. O contato com a escola, com a família, com demais membros que residem com o sujeito; e com os demais profissionais que atuam no caso, torna-se relevante para a compreensão do quadro e do projeto de intervenção.
O arcabouço teórico que sustenta a formação do Neuropsicopedagogo Institucional e Clínico está relacionado à Neurociência e à Educação.
Neuropsicopedagogia
* De acordo com o Código de Ética Técnico-Profissional da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia – SBNPp.
Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia – SBNPp
http://www.sbnpp.com.br/

Profª Esp. Márcia Gewehr
Consultora Educacional Censupeg
(51)9844-5025 | 3718-2444
marciacensupeg@hotmail.com

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NEUROPSICOPEDAGOGIA CLÍNICA – ÚLTIMAS VAGAS SEM REAJUSTE DE MENSALIDADES PARA 2016

A nova turma de Neuropsicopedagogia Clínica que estamos formando na cidade de Santa Cruz do Sul/RS, já está com 33 alunos, ainda temos algumas vagas disponíveis.
Neuropsicopedagogia Clínica
ATENÇÃO!

NEUROPSICOPEDAGOGIA CLÍNICA – Santa Cruz do Sul – RS e região

– Mensalidades: 24 x R$295,00 – últimos contratos com esse valor, para novas turmas haverá reajuste no valor das mensalidades, quando o valor passará para 30xR$299,00

– Primeira parcela: março/2016, boleto bancário via portal/carnê.

– Para pagamento à vista, desconto de 10% sobre o total.

Taxa TCC: R$210,00 diluído nas 10 primeiras mensalidades

ORGANIZAÇÃO DAS AULAS:

encontros quinzenais aos sábados, (8h às 17h com intervalos) todo presencial, com professores que vem até o local da aula.

– Local : Auditório da APAE – Santa Cruz do Sul

-Data: Já tivemos duas aulas e retornamos no dia 12/03/2016 – Recebemos alunos somente até a 3ª aula, pois conseguimos oferecer a reposição das duas aulas que já tiveram em outra turma, poucas vagas disponíveis em função do espaço.
– Taxa de matrícula: R$200,00 – paga no ato da matrícula – depósito bancário

DOCUMENTAÇÃO PARA MATRÍCULA

– 1 fotos 3×4

– Cópia do comprovante de conclusão de graduação (diploma autenticado) ou certificado de conclusão

– Cópia do comprovante de residência

– Cópia da carteira de identidade

– Cópia do CPF

– Cópia da certidão (nascimento/casamento)

Neuropsicopedagogia Clínica
Matriz Curricular – 600hr
Introdução a Neuropsicopedagogia: Conceitos Básicos e Atuação Profissional
Fundamentos da Neurologia
Neurofisiologia: O Funcionamento do cérebro e bases da Plasticidade Cerebral na gestação, infância e adolescência
Neuropsicofarmacologia e CID
Bases Neurobiológicas da Aprendizagem
Educação Especial Inclusiva
Fundamentos e prática em equipe multiprofissional I – Comportamento Motor
Fundamentos e prática em equipe multiprofissional II -Emoção e Comportamento Social
Fundamentos e prática em equipe multiprofissional III -Atenção; Memória; Inteligência
Fundamentos e prática em equipe multiprofissional IV- Linguagem (Leitura e Escrita)
Fundamentos e prática em equipe multiprofissional V – Habilidades Matemáticas
Avaliação e Intervenção Neuropsicopedagógica
Estágio I – Neuropsicopedagogia Clínica
Estágio II – Neuropsicopedagogia Clínica
Estágio III – Neuropsicopedagogia Clínica
Metodologia da Pesquisa
Didática e Metodologia do Ensino Superior
Estudos Independentes, Monografia e/ou Artigo Científico

A carga horária total corresponde a 600 horas e é estruturada conforme Resolução CES/CNE Nº. 01 de 08 de junho de 2007 do Conselho Nacional de Educação, atendendo assim a todos os parâmetros legais que regem os cursos de Pós-Graduação.

Profª Esp. Márcia Gewehr
Consultora Educacional Censupeg
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Vantagens de Ser Um Associado da SBNPp

Ser um associado da SBNPp traz benefícios exclusivos como receber notícias e artigos sobre a Neuropsicopedagogia e DESCONTOS EM LIVROS.
A SBNPp tem convênio com editoras e livrarias para que os associados tenham direito a descontos para compras online.
Livrarias-associadas:
Livarias-associadas

Professores – 50% de desconto – Mês de Outubro 2015
Promoção-Professores-SBNPp-300x300

Associado da SBNPp possui mais um benefício exclusivo, que é de orientações básicas de como abrir seu espaço, após a conclusão da pós-graduação em Neuropsicopedagogia.
Estas informações deverão ser solicitadas para o e-mail conselho.etica@sbnpp.com.br.
Se você já for um associado faça seu login e veja como conseguir os descontos.
Faça seu cadastro aqui: http://www.sbnpp.com.br/associe-se/

VIII SEMANA DE VALORIZAÇÃO DA PRIMEIRA INFÂNCIA E CULTURA DA PAZ 20/10 a 22/10

VIII Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz
Primeira Infância e Epigenética: um novo paradigma no desenvolvimento infantil
O Presidente da SBNPp Professor CENSUPEG Dr. Luiz Antonio Correa fará a palestra no dia 21/10:
10h00 – AUDIÊNCIA PÚBLICA CONJUNTA – O porquê da influência do afeto, do estímulo e da alimentação nas alterações neuroquímicas do cérebro.
15h10 – CONFERÊNCIA V – Uma visão neuropsicopedagógica do desenvolvimento humano: da vida intrauterina até a Primeira Infância.
TRANSMISSÃO AO VIVO da Audiência Pública proferida pelo Presidente da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia-SBNPp, Dr. Luiz Antonio Corrêa, pela TV Senado no dia 21 de Outubro às 10h.

Transmissão ao vivo através do link http://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoaudiencia?id=5448

Super Promoção Reta Final 2015 Mensalidades a partir de R$99,00

Oferecemos a campanha especial abaixo para que você possa realizar o seu sonho de fazer um curso de Pós-Graduação com qualidade e preço acessível iniciando ainda no ano de 2015.
Os valores promocionais ofertados em campanha foram possíveis apenas através da viabilização de parcerias regionais e otimização dos processos logística de professores, além de adaptações no formato do curso conforme descrito abaixo. Mesmo com essas adequações, você poderá contar com a qualidade que já conhece.
O objetivo é oferecemos ótimos cursos e com preço acessível nessa reta final de 2015, para consolidarmos esse como mais um grande ano para todo o Grupo Censupeg, com grandes conquistas e evolução de todos, e assim seguirmos em 2016 com novas expectativas, novos sonhos, e a certeza do crescimento através da Educação de qualidade.

Segue a lista de cursos de Pós-Graduação oferecidos com valores promocionais para turmas em Santa Cruz do Sul e Vera Cruz/RS.
Valor promocional da campanha: 6x de R$ 99,00 + 18x de R$ 179,00 + Taxa de Orientação R$ 210,00 diluído nas 10 primeiras mensalidades e Taxa de Matrícula R$200,00
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Pós-Graduação em:
– Educação Especial e Inclusiva – 420h
– Educação Infantil – Contação de Histórias e Musicalização – 420h
– Educação Infantil e Anos Iniciais com Ênfase em Ludopedagogia e Literatura Infantil – 420h
– Metodologias e Práticas Interdisciplinares na Educação – 420h
– Educação Física Escolar, Psicomotricidade e Ludopedagogia – 420h

Condições para abertura de turma:

– Aulas em um final de semana por mês a cada 45 dias, tempo de duração de 10 a 14 meses + 6 meses do artigo
– Primeira aula iniciada em Outubro, Novembro ou Dezembro.
– Na abertura de mais de um dos Cursos descritos as disciplinas em comuns serão oferecidas em uma única aula.
– Grade no formato de 8 finais de semana (sábado e domingo).
– Mais de 50% de professores regionais, incluindo professores da própria cidade em que acontecerão as aulas.
– Mínimo de 25 alunos por turma, a primeira aula será marcada apenas com 15 contratos no sistema.
– Data limite de 30 de Novembro/15 para matrícula, data em que encerra esta campanha.

Alexitimia: É como uma “cegueira emocional”

Na década de 60 os psiquiatras perceberam que muitos pacientes psicossomáticos mostravam grande dificuldade para falar sobre suas emoções e sentimentos. A partir de então, criou-se a palavra Alexithymia para caracterizar esse comportamento. A partícula A tem um sentido de negação, de “falta ou ausência”; lex, significa “palavra”; e thymos é “emoção ou sentimento”.
A Alexitimia é uma perturbação que afeta o processamento emocional, da qual resulta na incapacidade de expressar adequadamente as emoções e sentimentos através da linguagem. Ou seja, um padrão comportamental semelhante a não assertividade, Suas principais características são:
• Dificuldade em identificar e descrever sentimentos;
• Processos imaginativos, espontâneos e de improvisação limitados;
• Dificuldade em falar sobre as sensações sentidas no corpo;
• Estilo cognitivo excessivamente concreto e operacional;
• Baixa auto estima na maioria dos comportamentos
Ainda não há consenso sobre as causas da Alexitimia. Existem teorias que a associam a algum trauma cerebral, a defeitos na formação neurológica, a influências socioculturais, dentre outras. Todavia, as intervenções clínicas têm mostrado que as influências socioculturais constituem-se na principal causa, pois nelas têm origens os traumas ocorridos durante a formação infanto-juvenil, ou mesmo em outras fases da vida.
Mesmo que alguma causa orgânica possa contribuir para a Alexitimia, a perspectiva da maioria dos autores dessa área é a de que esse transtorno seja desenvolvido; isto é, ele surge a partir e durante as interações da pessoa com o ambiente, principalmente no seu período de formação cognitiva e desenvolvimento de habilidades sociais. Segundo essa proposta, a pessoa não tem um problema anatômico ou de arquitetura cerebral, mas sim uma habilidade
comportamental não aprendida ou bloqueada por algum acontecimento traumático ou sucessões de acontecimentos onde a pessoa sente dificuldade para expressar-se.
Embora a Alexitimia seja um padrão clínico já testado, ela não constitui uma doença, mas sim um aspecto clínico associado a algum transtorno psicológico ou dificuldade comportamental. As pessoas que sofrem com a Alexitimia devem buscar tratamento para superar, todas as dificuldades enfrentadas, principalmente, em relação aos prejuízos cognitivos, afetivos e sociais, duplamente associados a alguma condição psicopatológica e pelos danos à vida relacional do indivíduo, decorrentes da falta ou dificuldade para expressar suas emoções.
Na psicoterapia comportamental você aprenderá e desenvolverá uma série de recursos para superar a Alexitimia. Um dos principais recursos utilizados nos consultórios de psicologia para resolver os problemas ocasionados e relacionados a Alexitimia é o treino em ASSERTIVIDADE, uma habilidade que torna as pessoas mais preparadas para lidar com as dificuldades em expressar sentimentos e emoções. Ser assertivo requer compreensão dos problemas e contextos, treino para tomar decisões mais adequadas e experimentações estrategicamente planejadas até atingir o nível da espontaneidade.

Conviver com a Alexitimia traz muitas limitações, por isso, desde já, deixo aqui quatro dicas para você já ir treinando:
• Procure falar o que sente sem agredir ou diminuir a outra pessoa;
• Habitue-se a formar frases que comecem por: “quero…”, “gosto…”, “não gosto…”, “sinto-me…”, etc.
• Não deixe passar situações confusas sem o devido esclarecimento;
• A prática orientada ajuda a ampliar cada vez mais o repertório.
História do uso do termo alexitimia
A palavra alexitimia começou a ser utilizada dentro da psicologia a partir dos trabalhos de Peter Sifneos. Uma outra forma de dizer sobre o que é alexitimia é definindo o conceito como “ausência de palavras para as emoções”.
É importante salientar que a alexitimia não é considerada um transtorno mental. Trata-se de uma característica de personalidade que pode estar presente em certos tipos de transtorno – e, inclusive, ser uma vulnerabilidade para o seu desenvolvimento. Outro aspecto é que a incapacidade de falar sobre o “universo interno” também influi nos tratamentos psicoterápicos que se baseiam na comunicação entre o paciente e o terapeuta.
Características da Alexitimia
A Alexithymia é definida por:
• Dificuldade de identificar os sentimentos e distinguir entre estes e as sensações corporais;
• Dificuldade de descrever o que se sente para outras pessoas;
• Processos imaginais restritos, através da evidência da existência de poucas fantasias;
• Um estilo cognitivo ligado apenas a estímulos externos.
Alguns pesquisadores como o psicólogo Michael Bagby e o psiquiatra Graeme J. Taylor argumentam que a alexitimia deve ser relacionada com a capacidade de auto-observação do indivíduo (mindedness).
A auto-observação deve ser entendida como a habilidade de uma pessoa de observar e refletir sobre o seu mundo interno. Na medida em que a mindedness é o oposto da alexitimia, vamos ver as características da primeira para expandir o nosso conhecimento da segunda:
Características da Auto-observação (mindedness)
Capacidade de refletir um amplo espectro dos próprios sentimentos e experiências, incluindo variações sutis nas emoções. Se refere tanto ao presente como ao tempo mais remoto e inclui conceitos sobre si, valores e objetivos. Pode refletir as múltiplas relações entre sentimentos e experiências de acordo com o que é esperado pela idade.
Referências:
Elídio de Almeida – Psicólogo
Felipe de Souza – Psicólogo