Concurso Público – Prefeitura de Rio Pardo/RS

Com salários de R$ 848,65 a R$ 10.700,00, a Prefeitura de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, abriu no dia 02/09/2015 as inscrições de Concurso Público.

São mais de 170 novas oportunidades destinadas a profissionais com diferentes níveis de escolaridades. Confira a descrição dos cargos abaixo:

Nível Fundamental Incompleto/ Completo:
Auxiliar Administrativo (14); Eletricista (1); Calceteiro (4); Mecânico (2); Operador Máquinas de Equipamentos Rodoviários (22); Vigia (10).

Nível Médio Completo:
Agente de Trânsito (4); Almoxarife (2); Atendente de EMEI (8); Fiscal de Saúde (1); Monitor de EMEI (17); Oficineiro de Artesanato (4); Auxiliar de Saúde Bucal (6); Técnico de Enfermagem (24); Técnico em Contabilidade (4); Técnico em Informática (1).

Nível Superior Completo:
Administrador Empresas – Especialista em Gestão de Pessoal (1); Advogado (1); Auditor de Controle Interno (1); Assistente Social (4); Cirurgião Dentista – ESF (4); Educador Social (5); Enfermeiro (10); Farmacêutico (1); Fisioterapeuta (2); Fonoaudiólogo (1); Inspetor de Obras (2); Auditor Tributário (4); Médico Auditor (1); Médico Autorizador (1); Médico Clínico – Geral (1); Nutricionista (1); Odontólogo (2); Professor – Ciências Físicas e Biológicas (2); Professor de Educação Especial – Deficiência Auditiva (1); Professor de Educação Especial – Transtornos Globais de Desenvolvimento (1); Psicólogo (1); Psiquiatra (2); Terapeuta Ocupacional (2); Médico-veterinário (1).
Deste total de funções, há vagas exclusivas para pessoas com necessidades especiais.

Os interessados devem se inscrever no período de 2 a 16 de setembro de 2015, pelo site www.fdrh.rs.gov.br. A taxa de participação, que custa entre R$ 80,00 e R$ 130,00, deve ser paga em qualquer agência após a impressão do boleto bancário.

É importante que os candidatos estejam preparados para as Provas Objetivas, Teste Prático e Prova de Títulos, que deverão fazer a classificação dos profissionais.

Este Concurso Público tem validade de dois anos, porém pode ser prorrogado. Em nosso site, você pode ter acesso ao edital com mais informações.
Veja mais: http://www.fdrh.rs.gov.br/

Selo SBNPp

Os cursos de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia do Grupo Educacional CENSUPEG são chancelados pela SBNPp – Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia. Os cursos chancelados levam o selo de SBNPp, quando você ver este selo tenha certeza de que o curso é de qualidade.
A SBNPp chancela instituições que estejam de acordo com o código de ética da sociedade. O selo-sbnpp é para manter o nível de profissionalismo dentro da Neuropsicopedagogia, certificando somente cursos de instituições que ofereçam a Neuropsicopedagogia primando pela qualidade do curso, com uma grade curricular alinhada com o código de ética e profissionais preparados e qualificados para divulgar os conhecimentos da Neuropsicopedagogia no Brasil.

10 coisas que você precisa saber sobre o desenho do seu filho.

Neste momento especial para a criança tem de tudo: diversão, estímulo ao desenvolvimento, criatividade e até autoconhecimento. Veja aqui como enriquecer ainda mais esse momento.
O lápis fica no meio da pequena mãozinha, procurando o equilíbrio. A ponta encosta o papel e – meio reto, meio torto – o risco sai. O autor esboça um sorriso, olha para o adulto, procura cumplicidade no grande feito. Imaginem a emoção que vive a criança em seus primeiros traços.
O que você precisa saber para este momento artístico comum a todas as crianças ser ainda melhor.

1 – Expressão e emoção.
A criança tem uma intensa elaboração mental enquanto desenha. É comum, enquanto o lápis risca o papel, ouvir as crianças narrando histórias que se passam com os personagens que traçam. É como o que acontece no brincar.

2 – Fases e estilos.
Por mais que, no geral, a criança comece pelos rabiscos por prazer e vá mudando o traço até chegar a formas mais “reais”, essas fases não são fixas. Ao longo da infância, as crianças podem ir e voltar várias vezes em determinados estilos, fazer um desenho característico de uma fase pela manhã e, à tarde, esboçar um desenho próprio de outra. E é por isso que não é adequado classificarmos os desenhos como “bom” ou “ruim”. O desenvolvimento da criança por meio do desenho não tem uma característica linear.

3 – Diferentes materiais.
Procure oferecer diferentes suportes e riscadores para seu filho. Papéis de diferentes texturas, cores e tamanhos, como lixa, papelão, papel canson, papel vegetal… Quanto maior a variedade, melhor. Entre os riscadores, varie os tipos de lápis, giz de cera e canetas. Cada material vai proporcionar um desenho diferente e, quanto maior a variedade, maiores as experiências das crianças.

4 – Espaço para desenhar.
Tenha em casa um cantinho onde seu filho possa desenhar, vale até ser no chão, caso ele prefira. Um caderno de desenho e um estojo com lápis apontados, gizes de cera e canetinhas devem sempre estar à mão. Se forem pincéis, tintas ou canetinhas, forre um pedaço do chão e deixe a criança à vontade.

5 – Um mundo novo.
Desenhar é um reflexo do descobrir. Além de abrir um enorme leque para a expressão e a fantasia, o desenho também contribui para a exploração do real, já que chama a atenção para os seres e objetos e desperta a atenção para formas, texturas, tamanho, cores, volumes e proporções.

6 – Observar e lembrar.
É comum as crianças desenharem de acordo com a lembrança que têm dos objetos – e não os observando. Procure ajudar seu filho a despertar para o olhar. Use o cotidiano. Chame a atenção dele para uma janela grande, para as cores da água do mar, até para o desenho no chão com as gotas de água saídas de um regador, por exemplo. Descubram juntos texturas, formatos de folhas e de nuvens…

7 – Pais não são os ‘grandes modelos’.
Resista ao desejo de mostrar como desenhar. Apesar de desenhar em família ser ótimo, cada um deve ter seu espaço e seu traço.

8 – Crie referências.
Visite museus, galeria de artes e onde tiver exposições que possam ser boas referências de arte para a criança, converse sobre o que for visto, o estilo do artista, compare. Livros infantis são também excelente estímulo – talvez o primeiro contato deles com uma obra de arte!

9 – Use fotografias.
Para o francês Henri-Cartier Bresson, a maior referência em fotografia no mundo, a foto é um meio de desenhar. Fotografias podem render ótimos exercícios. Em uma exposição, por exemplo, converse com a criança sobre as formas, como pessoas diferem de objetos, os ângulos. Outra atividade bacana é colocar uma folha de papel vegetal por cima de uma foto e, com um lápis, permitir que ela descubra as linhas principais e, quem sabe, a poesia que há nas grandes fotografias de todos os tempos (na internet há milhares de exemplos como sites de grandes fotógrafos ou temáticos).

10 – Não serve como avaliação psicológica.
Muita cautela para usar o desenho como uma avaliação de aspectos intelectuais ou emocionais da criança. Chega a ser perigoso dizer, por exemplo, que cores escuras no desenho denunciam crianças deprimidas, por exemplo. Apenas em consultórios de psicólogos, em meio a várias outras ferramentas, eles podem ser usados para avaliação dentro de um contexto mais amplo.

Fontes: Laïs Krücken Pereira, especialista em psicologia de desenvolvimento humano, Ana Paula Martinho, coordenadora da área de artes da escola Estilo de Aprender (SP), psicóloga Mônica Cintrão, Kika Almeida Mendes, tutora de Artes da Educação Infantil da Escola Viva.

Alfabetização e Neurociências

Estudos indicam que o método fônico é o mais eficiente e que qualquer criança pode ser alfabetizada em português em menos de um ano. Estas são  algumas das principais conclusões apresentadas pelo neurocientista francês Stanislas Dehaene.

“Embora desagrade a muitos, não se aprende a ler de cem maneiras diferentes. Cada criança é única, mas, quando se trata de alfabetização, todas têm basicamente o mesmo cérebro que impõe a mesma sequência de aprendizagem. Quanto mais respeitarmos sua lógica, mais rápida e eficaz será a alfabetização”, garante o neurocientista.

Dehaene frisa que é essencial ensinar explicitamente às crianças a relação entre fonemas (sons) e grafemas (letras) porque é dessa forma que elas ativam os circuitos decisivos para ler, ganhando velocidade e autonomia para lerem palavras novas, de forma muito mais rápida. “Meus filhos fizeram na escola muitos exercícios de observar a forma global das palavras, mas as imagens do cérebro mostram que isso não ativa os circuitos que importam para a leitura”.

Ele garante que a ineficácia do método global ou construtivista está provada não só em laboratório, mas em centenas de experimentos realizados em inúmeros países e que esses conhecimentos científicos vem reorientando as políticas públicas de vários governos. Dehaene admite que o construtivismo e o método global nasceram da ideia generosa de evitar o adestramento acrítico de fazer as crianças repetirem sílabas sem sentido, da preocupação com fazê-las prestar atenção no significado.

“O problema é que o cérebro precisa decodificar para ler, só consegue prestar atenção no significado quando a leitura ganha certa velocidade e que conseguimos isso muito mais rápido com o método fônico”. Dehaebe conta que, na França, testes que compararam crianças de mesmo nível socioeconômico no final da escolarização mostraram que os alunos que haviam sido alfabetizados pelo método global não só liam mais lentamente, como tinham mais dificuldade para compreender textos do que os que haviam aprendido pelo método grafo-fonológico.

Segundo o cientista, com a metodologia adequada, em português, uma criança leva poucos meses, no máximo um ano, para aprender a ler e escrever. No Brasil, como na maioria dos países, a alfabetização tem início aos seis anos, mas, a despeito das evidências científicas, o Ministério da Educação admite que se estenda até os oito, de acordo com  a nova portaria.

O cientista aponta as implicações destas descobertas para a prática em sala de aula. “A escola precisa ser organizada para a aprendizagem. Um ambiente atrativo facilita o processo da leitura. O docente tem que observar em que nível de progressão a criança se encontra e uma avaliação permanente, por parte do professor e a auto avaliação do aluno, são essenciais para esse processo”, afirma Dehaene.

Além do método fônico, ele destaca  a importância do ensino estruturado, que é feito uma sequencia que respeita a lógica de como o cérebro aprende, começando do simples para o complexo, ensinando uma letra de cada vez, começando pelas mais regulares na sua relação com os sons, as mais fáceis de serem pronunciados separadamente e pelas mais frequentes. Ele também destaca a importância dos erros e da recompensa, o reconhecimento pelos avanços. “Os erros são mais úteis para a aprendizagem do que os acertos, mas só se a criança receber logo o feedback da correção. Ela não deve ser castigada, mas deve ser corrigida e reconhecida, elogiada por seus avanços”.

Exercícios abundantes e diversificados adequados ao nível de progressos da criança são outros elementos da receita de sucesso de Dehaene. “Se não diversificarmos, as crianças memorizam os exercícios sem aprender a decodificação que lhes permitirá ler qualquer palavra”.

“A neurociência deve ir para a sala de aula”

O cientista condena o construtivismo como método de alfabetização e diz como os estudos com cérebro podem ajudar disléxicos a ler.

Uma das tarefas comuns da ciência é desvendar a complexidade por trás de atividades aparentemente simples. O matemático e neurocientista francês Stanislas Dehaene dedica-se a decifrar as mudanças cerebrais causadas pelo ato de ler. Para ele, a leitura moldou o cérebro humano e preparou-o para assimilar habilidades impossíveis de ser aprendidas por iletrados. Em seu livro Os neurônios da leitura (Editora Penso, R$ 71), ele afirma que o conhecimento do impacto da leitura no cérebro pode melhorar métodos de alfabetização para crianças e dá exemplos de como esse conhecimento tem auxiliado pessoas com dislexia. E mais: Dehaene diz que a pedagogia do construtivismo, altamente disseminada no Brasil, pode ser ineficaz para o ensino da leitura.

O que suas pesquisas sobre o impacto da leitura no cérebro revelaram?

Constatamos que nosso cérebro aprendeu a ler a partir de uma reciclagem dos neurônios. Isso quer dizer que neurônios usados na leitura antes eram empregados em outro tipo de tarefa. Nosso cérebro de primata não teve tempo de amadurecer para aprender a ler. A leitura só foi possível porque conseguimos adaptar os símbolos a formas já conhecidas há milhares de anos. Diferentemente do que disse John Locke, nossa cabeça não é uma página em branco pronta para aprender qualquer tipo de coisa. Esse é um exemplo de como a cultura se adaptou às possibilidades de nossa mente. Concluímos que a leitura despertou em nosso cérebro a capacidade de perceber diferenças sutis e aumentou nossa capacidade de memorizar informações. É interessante observar que o cérebro mobiliza a mesma área para a leitura de qualquer idioma. O processamento da leitura do chinês ou do hebraico, da direita para a esquerda, acontece na mesma região que decodifica o inglês, o francês e o português.

O senhor disse que a leitura usou uma parte do cérebro antes destinada a outras funções. Que funções eram essas e o que aconteceu com elas?

Antes de aprendermos a ler, usávamos essa parte do cérebro para reconhecer formas de objetos e de rostos. Se você escanear o cérebro de pessoas que não leem e comparar com as alfabetizadas, a identificação de rostos para as iletradas mobiliza uma parte maior do cérebro que a mesma função nas alfabetizadas. Existe certa competição de competências na mesma região do cérebro. É como se ele tivesse de abrir espaço para a leitura.

Isso quer dizer, nesse exemplo, que o cérebro letrado passou a usar um número menor de neurônios para a mesma função? Isso tem impacto na qualidade da função?

Não temos provas científicas de que ocorra perda de competência. Um mesmo neurônio pode ter um número desconhecido de sinapses, de acordo com o estímulo do ambiente. Mas essa é uma suposição lógica. Afinal, temos de dividir um mesmo número de neurônios em várias atividades. Nosso grupo de pesquisas na Amazônia mostrou que o cérebro de pessoas que não leem tem habilidades relacionadas à noção espacial e de matemática muito avançadas. Não temos dados científicos que provem que eles sejam melhores nessas tarefas porque não leem. Mas essa é uma possibilidade.

De que forma suas descobertas podem auxiliar no processo de educação?

Verificamos, por meio de várias experiências, que o método mais eficaz de alfabetização é o que cha-mamos fônico. Ele parte do ensino das letras e da correspondência fonética de cada uma delas. Nossos estudos mostraram que a criança alfabetizada por esse método aprende a ler de forma mais rápida e eficiente. Os métodos de ensino que seguem o conceito de educação global, por outro lado, mostraram-se ineficazes. (No método global, a criança deve, primeiro, aprender o significado da palavra e, numa próxima etapa, os símbolos que a compõem.)

Jogos simples de leitura, de rimas e de troca de sons podem ajudar crianças com dislexia a ler

No Brasil, o construtivismo, que segue as premissas do método global para a alfabetização, é amplamente disseminado. Por que os sistemas que seguem o método global são ineficazes?

Verificamos em pesquisa com pessoas de diferentes idiomas que o aprendizado da linguagem se dá a partir da identificação da letra e do som correspondente. No português, a criança aprende primeiro a combinação de consoantes e vogais. A próxima etapa é entender a combinação entre duas consoantes e uma vogal, como o “vra” de palavra. Essa composição de formas, do menor para o maior, é feita no lado esquerdo do cérebro. Quando se usam metodologias para a alfabetização que seguem o método global, no qual a criança primeiro aprende o sentido da palavra, sem necessariamente conhecer os símbolos, o lado direito é ativado. Mas a deco-dificação dos símbolos terá de chegar ao lado esquerdo para que a leitura seja concluída. É um processo mais demorado, que segue na via contrária ao funcionamento do cérebro. Num certo sentido, podemos dizer que esse método ensina o lado errado primeiro. As crianças que aprendem a ler processando primeiro o lado esquerdo do cérebro estabelecem relações imediatas entre letras e seus sons, leem com mais facilidade e entendem mais rapidamente o significado do que estão lendo. Crianças com dislexia que começam a treinar o lado esquerdo do cérebro têm muito mais chances de superar a dificuldade no aprendizado da leitura.

É possível quantificar esse atraso de leitura que o senhor menciona?

Quanto mais próxima for a correspondência da letra com o som, mais fácil para um indivíduo automatizar a ação de ler. Português e italiano são idiomas muito transparentes, pois cada letra corresponde a um som. Inglês e francês são línguas em que a correspondência de sons pode variar bastante. Pesquisas mostram que, ao ter aulas regulares, todos os dias, na escola, a criança leva dois anos a mais para dominar o inglês que para dominar o italiano.

É possível identificar diferenças no cérebro de quem consegue ler palavras e frases, mas tem dificuldade na interpretação de textos (no Brasil, eles são conhecidos como analfabetos funcionais) em relação a alguém que lê e interpreta o conteúdo com fluência?

Não identificamos isso em pesquisa de imagens. Mas a dificuldade que algumas pessoas têm de interpretar o que leem ocorre basicamente porque elas ainda não automatizaram a decodificação das palavras. Decodificar pede esforço para quem não tem essa função bem desenvolvida. Isso mobiliza completamente a atenção e os esforços de quem está lendo, a ponto de não conseguir se concentrar na mensagem. A solução para melhorar a interpretação de texto é automatizar a leitura. Por isso, é importante que crianças pequenas leiam de forma regular até que isso se torne uma rotina. As crianças começam a interpretar textos com eficiência depois que a leitura se torna um processo automatizado.

Aprender a ler partituras tem o mesmo efeito para o cérebro que ler palavras?

As áreas do cérebro usadas para ler letras não são exatamente as mesmas usadas para decodificar música. Não há muitos estudos sobre a parte cerebral usada no aprendizado de música. Mas há diversas pesquisas sobre o efeito da música na vida das crianças. Crianças que aprendem música desenvolvem habilidades escolares avançadas, especialmente no domínio da leitura. Elas têm mais facilidade para se concentrar. Aprender música aumenta os níveis de inteligência (Q.I.). Aprender música é uma forma excelente de desenvolver o cérebro, especialmente o de crianças.

Pessoas com dislexia leem de forma diferente ou apenas mais devagar?

Pessoas com dislexia tendem a ter problemas com a conexão entre letra e som. É muito difícil para elas entender essa ligação. Em parte, porque não podem distinguir muito bem as diferenças dos sons da língua. Elas têm problemas com fonologia. Não com o som de letras como a, b, c e d. Mas com o som da linguagem, como dã, bã e pã. Há diferentes tipos de dislexia. Há pessoas que têm dificuldade em enxergar as letras em determinados lugares da palavra ou em visualizar símbolos específicos. O que os disléxicos têm em comum é a dificuldade em criar o mapa dos símbolos e dos sons.

Sua pesquisa pode ajudá-los de alguma forma?

Antes não era óbvio que a maioria dos disléxicos tinha problemas com os sons da linguagem. Agora que sabemos disso, começamos a trabalhar com jogos de reabilitação com ótimos resultados. É possível ajudar as crianças com dislexia com jogos de leitura, de rimas ou brincadeiras de mudar sílabas. Pode-se brincar de trocar o som de “bra” de Brasil por “dra” ou “pra”. Vimos que brincadeiras orais fáceis têm facilitado o aprendizado.

Que resultados esse tipo de exercício já produziu?

Constatamos com exames de imagem que partes do cérebro não usadas em pessoas com dislexia passam a ser exercitadas com esse tipo de atividade. Isso as ajuda a perceber os sons da linguagem, o que é muito importante para o aprendizado da leitura. Para surtir resultados, é importante aplicar esses jogos todos os dias, de forma intensiva.

Se o cérebro dos disléxicos é organizado de forma diferente, isso sugere que eles possam ter outras habilidades que alguém sem a dislexia não tem?

Essa é uma questão interessante. Assim como há a possibilidade de perdermos algumas habilidades quando aprendemos a ler, existe a possibilidade de o cérebro disléxico ter facilidade com algumas áreas. Ainda faltam pesquisas para podermos constatar isso. Mas estudos sugerem que o senso de simetria do disléxico pode ser mais desenvolvido, e isso ajuda em matemática. Sabemos que há muitos disléxicos que podem ser bons em matemática. Estudos sugerem que eles podem enxergar padrões sofisticados com mais facilidade.

Pode haver gênios em matemática que não sabem ler?

Isso é algo muito, muito raro. Pode haver pessoas iletradas muito boas em cálculos. Mas elas não serão gênios em matemática sem ler. Para avançar em matemática, a pessoa precisa entender diferenças sutis num nível muito sofisticado. É justamente a percepção dessas diferenças sutis que a leitura ativa no cérebro. Ler é uma habilidade extraordinária que pode transformar o cérebro e prepará-lo para outros níveis de aprendizado. Não dá para ir muito longe sem leitura.

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Fonte:

http://revistaepoca.globo.com
http://www.sed.sc.gov.br

Palestra Processos Inclusivos e Mediação Escolar

 

Aconteceu no dia 26/08/2015 no Teatro do Colégio Mauá  a Palestra Processos Inclusivos e Mediação Escolar, promovida pela APAE Santa Cruz do Sul em parceria com o Grupo Educacional Censupeg e Polo Regional Censupeg, ministrada pelo professor Alício Schiestel de Brusque. Momento de grande reflexão sobre Inclusão Escolar.

Neste evento foi doado à APAE um tablet pelo CENSUPEG para uso dos alunos da escola e também ocorreu o sorteio de um tablet entre os participantes, a feliz ganhadora foi Adriane Link Devos.

Para que haja uma verdadeira Inclusão Escolar é de extrema importância que as pessoas que trabalham com crianças que possuem algum tipo de deficiência ou distúrbio, busquem respaldos teóricos para que compreendam as causas e características principais,  sobretudo que estejam abertas para lidar com as diferenças.

Incluir uma criança não é apenas oportunizá-la a participar de um grupo social, e sim promover seus avanços intelectuais, estimular as habilidades em diversas áreas para sua inserção na sociedade, bem como deve acontecer o trabalho com crianças que não possuem necessidades educacionais especiais. Os profissionais precisam estar atentos  quanto as capacidades e limites de cada criança, independente dela ter ou não uma deficiência.

Nas escolas todas as crianças devem ser vistas como seres únicos, com capacidades, características, comportamentos, limites, valores, cultura, modos de pensar e agir que devem ser respeitados. Ao se pensar num trabalho coletivo, deve-se pensar também no indivíduo dentro deste coletivo.

 

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I Seminário Nacional de Neuropsicopedagogia – SBNPp

 

Neuropsicopedagogo  o profissional do futuro na Educação.

Através desta notícia, compartilhamos  a alegria de todos os Censupeguianos por fazermos parte de um momento tão especial na história da Educação.

A Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia, através da parceria com o Grupo Censupeg, realizou no dia 13 de Agosto de 2015 em Jaraguá do Sul/SC o I Seminário Nacional da Neuropsicopedagogia, um grande evento que pode contar com referências da Neuropsicopedagogia no Brasil como o Prof. Luiz Antônio Correa, presidente da SBNPp, Prof. Henrique Bueno membro da SBNPp e a Profa. Rita Russo, que compõe o Conselho Técnico Profissional da SBNPp. Nessa ocasião em especial, tivemos a honra de prestigiar o lançamento do livro “Neuropsicopedagogia Clínica, Introdução, Conceitos, Teoria e Prática”, de autoria da Profa. Rita Russo, e também homenagear os alunos que se formaram na primeira turma de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia no Brasil, iniciada no ano de 2008 em Jaraguá do Sul/SC pelo Grupo Censupeg.

 

A repercussão do evento foi ótima, tivemos recorde de público, presença de autoridades da educação na região, notícias em mídias locais, o primeiro lote de livros da Profa. Rita Russo foi praticamente esgotado. A aprovação do desempenho dos palestrantes e os conteúdos apresentados, segundo avaliação aplicada, foi de 96,3% entre “ÓTIMO” e “BOM “ conceitos apresentados na avaliação. Dados que nos mostram que estamos no caminho certo por acreditarmos no Neuropsicopedagogo como o profissional do futuro na educação.

 

 

Porque é importante, entender sobre a força da SBNPp -Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia?

 

A Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia interage no cenário nacional em campanha pela profissionalização do Neuropsicopedagogo, unindo fundamentação científica e força política para abertura de um novo espaço de atuação. Segundo informações da SBNPp, além do Grupo Censupeg, a previsão é de quatro novas instituições se tornarem associadas nos próximos meses, fortalecendo este movimento. Para tanto, elas devem adequar sua matriz curricular e ementa do curso conforme o Código de Ética, replicando a seriedade e consistência do surgimento dessa nova profissão.

 

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Lançamento do livro “Caçadores de Neuromitos: o que você sabe sobre seu cérebro é verdade?”

Com o foco em divulgação científica e na popularização da ciência, o primeiro livro da coleção, Caçadores de Neuromitos: o que você sabe sobre o seu cérebro é verdade? desmitifica muitos mitos sobre o cérebro de forma clara e acessível para qualquer tipo de público.

Cada um dos 15 capítulos do livro ,escrito por 25 neurocientistas – desde jovens caçadores de neuromitos até pesquisadores sêniores brasileiros e estrangeiros – traz ao público uma viagem fantástica ao mundo do cérebro, seu funcionamento, e esclarece equívocos que foram gerados na mídia em geral desde do boom das descobertas em neurociências na década de 1990.

 

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Sumário do Livro e os neurocientistas convidados

Prefácio
Dr. Sidarta Ribeiro

Parte I. Primeiros passos: neuromitos na cabeça
1. O mistério do cérebro e a caça aos neuromitos
Msc. Roberta Ekuni, Dra. Larissa Zeggio, Dr. Orlando Francisco Amodeo Bueno

2. O cérebro bilionário
Dr. Francisco Paulino Dubiela, Dr. Frederico Augusto Casarsa de Azevedo

3. Usamos nosso cérebro 24 horas por dia?
Dr. Giuliano Ginani

4. Click! A memória fotográfica revelada
Dr. César Galera, Msc. Rafael Vasques

Parte II. Caminhando além: as falácias sobre melhorar o potencial do cérebro
5. Academia do cérebro: a falácia da Ginástica Cerebral
Dra. Larissa Zeggio, Dr. Leandro Malloy-Diniz

6. O mito do Efeito Mozart
Dra. Mariana E. Benassi Werke, Dr. Marcelo Ventura Freire

7. O neuromito do enriquecimento ambiental
Dr. John T. Bruer (tradução de Francisco Paulino Dubiela)

8. Viagra para o cérebro: existe uma pílula da inteligência?
Msc. Silmara Batistela

Parte III. A ponte (quebrada?) entre neuromitos e Educação
9. Neurociências e Educação: cuidado com os neuromitos!
Dra. Larissa Zeggio, Msc. Roberta Ekuni, Matheus Augusto Silva, Dr. Orlando F. A. Bueno

10. A lenda do construtivismo
Dr. Vitor Geraldi Haase, Barbra Angélica Cunha Rio Lima, Msc. Annelise Júlio-Costa

11. O bom, o mau e o feio: a afetividade afeta mesmo a aprendizagem?
Dr. Guilherme Brockington

12. Você está velho demais para aprender outro idioma? Mitos sobre o bilinguismo
Dra. Marina Puglisi, Dra. Pascale Engel de Abreu

13. Meninos são melhores em matemática! Você está certo disso?
Msc. Annelise Júlio-Costa, Barbra Angélica Cunha Rio Lima, Dr. Vitor Geraldi Haase

14. Prova é perda de tempo?
Msc. Roberta Ekuni e Dra. Sabine Pompéia

Parte IV. Uma luz no fim do túnel: neuromitos e a divulgação científica
15. A divulgação científica como instrumento de desmitificação e conscientização pública sobre Neurociências
Dr. Glaucio Aranha, Marina Chichierchio, Dr. Alfred Sholl-Franco

Lançamento do Livro “Neuropsicopedagogia Clínica – Introdução, Conceitos, Teoria e Prática”

O lançamento do livro, chancelado pela SBNPp aconteceu no I Seminário Nacional de Neuropsicopedagogia  em Jaraguá do Sul/SC no dia 13/08

Solicitamos que aqueles que gostariam de adquirí-lo, enviem e-mail para sbnpp@sbnpp.com.br

Associados da SBNPp possuem desconto especial.

 

 

Sobre a Autora:

Rita Margarida Toler RussoDoutora pela FFLCH/USP, Neuropsicopedagoga Clínica e Educação Inclusiva – CENSUPEG; Psicopedagoga Clínica e Institucional FEC/SP, Licenciada em Letras e Pedagogia. Atua como Psicóloga Clínica, Neuropsicóloga HC/USP e Terapeuta Cognitiva – ITC São Paulo. Autora do primeiro livro de Neuropsicopedagogia do Brasil, chancelado pela Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia.

 

 

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História da Neuropsicopedagogia no Brasil

No ano de 2008, na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina, um grupo de docentes em uma instituição de ensino e pesquisa, sediada nesta mesma cidade, que promovia assessoria em cursos de pós-graduação, se motivara através de um pedido ousado e empreendedor vindo do diretor da instituição, a criar um grupo que promoveria observações e pesquisas, com base em um aguçado senso crítico e movido aos anseios de responsabilidades com o contexto escolar que vivenciavam na época.

Foi então que se criou a produção de novos conhecimentos para que fossem aproveitados em uma perspectiva educacional, indo além de estudos já existentes que evidenciavam apenas o comportamento e as emoções. Era preciso incluir discussões que envolvessem as Neurociências aplicadas à Educação, nas especificidades das aprendizagens escolares. Todos do grupo tinham muito diálogo e foram subsidiados pela confiança que a instituição inspirava, provocando e desafiando-os na construção destas novas frentes. A partir disso, uniram-se para pensar esses olhares e avaliar tudo o que estava disponível no âmbito da educação especial, das dificuldades de aprendizagem, da inclusão escolar e do atendimento multidisciplinar, a partir das concepções transdisciplinares que o grupo tinha.

A maior preocupação era embasar suas análises em uma fundamentação que gerasse credibilidade e que os envolvesse nos entendimentos das questões cognitivas, ainda nebulosas e limitadas ao campo dos educadores e muito disponível para a área da saúde, como a psiquiatria e pediatria. Até então, os direcionamentos da escola eram trabalhados muito em cima das questões baseadas em orientações, emoções e contextos familiares, dando apenas a responsabilidade para a compreensão da Psicopedagogia e da Psicologia escolar, o que, muitas vezes, limitava as orientações educacionais e os atendimentos especializados.

A partir disso nasce, então, o primeiro projeto que envolvia as Neurociências aplicadas à educação, nomeado de Neuropsicopedagogia, unindo Neurociências, Psicologia e Pedagogia.

Era apenas um começo, mas com grandes intenções, prevendo que teriam uma nova configuração, para um novo formato de profissionais educadores, a partir disso mais qualificados para lidar com as diversas especificidades que a escola apresentava e continua apresentando, bem como em atendimentos multidisciplinares

A grande preocupação foi reunir um grupo de profissionais heterogêneo em suas formações e com diversos vieses da educação e da saúde no ambiente escolar, tais como da educação especial, da intervenção nas deficiências, das altas habilidades, com um domínio e vivências profissionais em inclusão escolar e, inicialmente da própria psicopedagogia, pois havia um grupo de psicopedagogos que também queria ir além dos conhecimentos já conquistados até aquele momento. Para isso, foi fundamental a união de um quadro multiprofissional que entre eles englobasse Educadores Pedagogos, Educadores Psicopedagogos, Psicólogos, Neuropsicólogos, Médicos Pediatras, Médicos Psiquiatras infanto-juvenis, Fonoaudiólogos, Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas e Neurocientistas.

Como previsto pela instituição idealizadora, o lançamento do primeiro curso de especialização em Neuropsicopedagogia, foi em 06 de dezembro de 2008 na cidade de Jaraguá do Sul, no estado de Santa Catarina, e este teve uma resistência por parte das camadas conservadoras, que apenas se contentavam com os limites de conhecimentos e de intervenção escolar e de avaliação, haviam outros que encaravam até mesmo como uma ameaça por um tipo de reserva de mercado diante da ascensão que Neuropsicopedagogia poderia ter. No ano seguinte de criação, obtivemos o registro destes primeiros formados com a titulação de Neuropsicopedagogia e Educação Especial Inclusiva pelo Grupo Educacional CENSUPEG, instituição conforme dados, a pioneira neste curso.

Após a repercussão muito breve foi-se ganhando a credibilidade nas ações, colecionando casos de sucesso de professores e alunos, de entidades de classes que hoje já conseguem olhar a Neuropsicopedagogia como uma área de grande suporte das questões da aprendizagem escolar, também como uma possibilidade de reintegração dos indivíduos que dela dependem.

Era uma dúvida, o nascimento de uma ciência nova, tanto que dois anos depois surgiu a Neuropsicopedagogia Clínica para atendimentos individualizados e/ou também multidisciplinares.

Atualmente a atuação da SBNPp (Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia) intensifica seu trabalho na promoção de ações que legitimem e tragam os devidos reconhecimentos para os Neuropsicopedagogos, instigando cada vez mais as publicações científicas, o aprimoramento dos testes e tudo o que possa ser relevante à esta nova ciência, em busca de legitimá-la em breve como uma profissão. A partir de um anseio coletivo estamos cada vez mais envolvidos em continuar escrevendo esta história.

Texto baseado em entrevista com o Grupo CENSUPEG e arquivos expostos de docentes fundadores dos primeiros projetos da área.